quarta-feira, 27 de abril de 2011

Os Biltres

Vivemos pela paixão, valorosamente correta ou não, desbitolados do vórtice moral, pensamos, em suma, com o órgão genital. Mas, sem dúvida, não insensíveis, nos males dos mares, deveras aprazíveis.
Ego-aí-estás, por empirismo!
E hoje é incutido, midiático, vende, mas isso transcende qualquer sentença comercial. É súbito, visceral, bate na pele e ferve, entra pelos poros e escreve todo um fado não traçado, destrancado, tortuoso, belamente, de deleite, gozado.
Se as coisas são feitas de sonhos para os tantos outros, nossos sonhos são feitos das coisas, tais, transitórias, carnais; a volúpia da delícia libertina, prazer. Pode até parecer pleonasmo, mas não é.
Para nós, cada adjetivo é único, contumaz, quer seu lugar, perante a(o) musa(o) que hoje a cama aninha.
Somos passarinhos, filhos da injúria, temos de e queremos voar.
Amanhã, ao despertar, deixar-te-ei um bilhete, dizendo não mais voltar.
É o fez dito que vira contra o fez disso meio.
E o mundo é mundão. Novos ais havemos de conquistar.
Ai, que esqueci de trazer "proteção"!




SOBRE (TUDO)

Tudo tatuado pelos cantos, janelas vidraças, não há mais canto, aquilo do bom e melhor, o iogurte gelado, a voz do cachorrinho peludo, sua mãe comprando no shopping, o carro perfeito do ano, o celular encostado que funciona, mas perdeu a validade tecnológica, acabou por entrar outro em seu lugar; a casa em um lugar nobre, o assalto a mão armada do desesperado por uma luz, que o exima da própria realidade; samba na piedade sob a luz do luar, com amigos a bailar; tudo perdido na estante, o crente orando pelo teatro sem sal, a vida passando, na hora ruim que não passa, mais um dia a sentir, mais um dia sem você dançar... qual é mané, jamais acompanhará meu bailado, diz o endiabrado.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Ah! Felicidadeeeeee...



Se a felicidade um dia te bater à porta, não a convide para entrar: experimente dar - lhe uma gravata, puxe - a pra dentro.



Depois, amarre - a carinhosamente (à nós de marinheiro) em sua cama, até que ela seja só sua, leal amante e irrefuta companheira. Afinal, vai que ela sai enquanto tu dormes, sorrateira e garrida a dar nas portas dos vizinhos??





quinta-feira, 21 de abril de 2011

Pedra

No efeito, defeito
direitos ou tortos
mortos por votos
dos fogos dos logos
vorazes, capazes
das dores, amores
vãos tãos
que escuda e muda
os olhos teus
e meus.
Pena, cena
dos atos de ratos
sorvendo, roendo
tudo o que tenho
e mostro no cenho
pelas ilhargas amargas
nas vias esguias
no "ceio" que veio
o sujo, cujo
no mundo
desbundo
porque agora, ora
por predileção
é regra:
sai coração
entra pedra.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Transentimentos da Pós Modernidade

Trazer borboletas no estômago é coisa que não se usa mais. É caso de extinção. Já vai longe o tempo em que havia tempo de plantar, semear e colher um sentimento qualquer. Não se usa mais.

O que se vive hoje é o pecado sem culpa, e pior, com gosto de maçãs de cera. Mas existe fartura. Vivas! vivas!

Temos mais variedade, mais cor, mais plasticidade. Muito mais por muito menos. Milagres e sinais de um tempo em que se plantam sentimentos... Trans. Bem perto dos olhos, bem longe do coração. Vai uma mordida?

sexta-feira, 15 de abril de 2011

...

Porra
Da que sai
Dessa boca imunda
Quando a coisa é glânde
Besunta pica, buceta, estrelas
Banha céu, banha cu

Porra!
Catarse da vontade louca
Que assombra a mente/capta
Que lava as certezas secas
A aula que só se aprende na porra da vida
A porra mais que a porra

    coisa
porra que controla a porra toda!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Hiato Contemporâneo

O hiato é o contratempo das malandragens sem poder posto que;
sem sentir o mundo da maneira que o mesmo se apresenta
sem devaneios múltiplos, cor marrom...
da vida de luxo, o nada, mais nada a sentir...
apenas o chão, vivendo como sub-produto, mais nada...
você vai ver, o mundo é este, abafado, comprimido na sua rotina sem sátira, vendo o tempo passar.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

''Espaço Johnny Depp''

video

O "EJD" de hoje é uma mescla com o "EY", e traz um daqueles caras pro qual você tem mesmo que pagar pau. Mr. Willie Nelson é um Cantor Country - com letra maiúscula mesmo- norte americano que deu à luz coisas do quilate de "Always on my mind" (Não, essa música não é do Elvis e nem dos Pet Shop Boys¬¬) e "Crazy" (aquela mesma que o Julio Iglesias gastava demais n"A viagem" toda vez que aparecia o Fagundão). Aí eu acho esse clipe dele, quando procurava pelo Jimmy Cliff (você vai reconhecer na hora, certeza) no Youtube. Pronto, tá aí... "EY" com "WN" no "EJD" cantando "THTC" do "JC" para vc, menino ou menina da UFES, da USP, UFF...

I Don't Wanna Grow Up

Não é que nos amamos
Só não tivemos tempo suficiente
Para descobrir que não gostamos um do outro.
É tudo uma questão de tempo, meu amor.
Tudo mesmo!
Nada permanece imorredoiro.
O fato de não haver significado
Já significa algo!

sábado, 9 de abril de 2011

All I Need

É imolar-se em fogo, a paixão
Fogosa absolvição
Dos triviais e vis ímpetos

Tão sambada é a esperança
Claudicando num abafado salão
A arquejantes beijos soprados,
E tantos mil nãos

Mas renuncio aos meus olhos
Boca outra senão a tua
Olhos senão os teus
Você senão nua.

(...)

É, espero logo encontrar o que quero
Mas costuma ser bem melhor
Encontrar o que se precisa

E o que eu preciso?

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A fôrma

Funciona mais ou menos assim: Deus, quando fez o homem e a mulher (esse estudo ainda não foi realizado com o público LGBTTSXYZ, mas a coisa não deve ser muito diferente não) resolveu que pra cada indivíduo haveria uma fôrma. Um encaixe perfeito. Sim, esse post tem lá suas conotações sexuais, mas a fôrma é bem mais do que isso. Isso é parte integrante, não pode ser vendida separadamente e há quem diga até que é oitenta por cento do negócio todo. Pode ser. Na mitologia antiga se falava em carne e unha, alma gêmea, metade da laranja e essas coisas extremamente piegas que só um Jorge Tadeu da vida poderia levar a sério. Segredinho, meninos e meninas! é a mais pura verdade. Por babaca que pareça, cada um de nós conta com pelo menos um encaixe perfeito, desses que fazem a gente querer mais, que doem na alma quando estão por perto, e mais ainda quando não estão. Engulham a gente, e por mais danos que nos tragam, são como esses adoráveis vícios que não conseguimos/queremos evitar. Esse post é pra Vc que já achou a sua. Pra todos Vc s, né ñ? Segure, agarre, aperte bem a sua e não largue. Ou largue, e arque com as consequências. Conheço N pessoas que já acharam a sua, algumas até desperdiçam a oportunidade, dessas que só acontecem uma vez na vida. Pode ser até que aconteçam duas. Arrisque, experimente usar a fôrma até que ela se rasgue. Pode ser que ali na esquina você encontre outra. Mas pode ser que não.

domingo, 3 de abril de 2011

Olha Só, Veja Bem, Meu Bem

Ontem

De todas, escolhi
A mais louca e vaidosa
A de alma rasgada
Como uma camisa surrada
De tanto que se usa

A que me vem sorrir
Bem gioconda e ruidosa
Reverberando na estrada
Uma pele queimada
Por aquilo que se abusa

Usa, amor
Os amores
Que eu te dou.


Hoje

Dera-te minhas noites
Todas em silêncio
Enquanto me enveredava
Por seu corpo, buscando
Seus vestígios, ó querida!

A cor dos meus olhos
Esqueceste. Promessas,
Colóquios e fundamentação.
Lanço mão, pois, coração
Primor maior da vida

Parti, amor
Para ti a morada
Se tens questão da dor

( ...)

Observação:

Leia-se, então, nunca mais
Mas talvez o mais
Seja só Mais, sem nunca

É pagar para ver!

Ou, talvez, seja mesmo
Livre da hipotética
O algoz do Jamais

Quem vai saber?

Como eu queria dizer que não!