Cantemos, mão direita no peito, o hino da esperança!A conta-gotas a frustração pinga nos olhos inertes. Imóveis ao terror intangível de ser. Ininteligível ao gosto acre e doce de um mesmo sorver. Pois a boca já não sela nada, nem mesmo os mais tenros beijos de adeus.
Seja no alívio etérico ou em uma recente aquisição - lacônica versão de si em concupiscência - pinga, sempre, a frustração.
Ficar e dizer, sem medo de ser infeliz. Viver tudo o que caiba numa caixinha de fósforos. O sorriso de canto de boca é a centelha dos palitos que restam. Quisera a existência estudar o caso.
Quando no altissonante impacto das novas razões com os muros da própria história, é líquido, para escorrer pelos poros dos planetas que alquebram pelo fulgor tácito. E goteja.
Então, preocupa-se com o colesterol alto, as veias anímicas, o contracheque e com o sorriso da fotografia.
E hoje, envolve o iminente. Pômulos corados, entregue ao rateio, pingado em cada olho, o que nós já sabemos.
Bola de neve para mim é sorvete!
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