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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Assim Caminha A Humanidade?


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terça-feira, 25 de junho de 2013

Guardo Um Sorriso Pro Fim?

Eu sou raça humana. Não sei de orgulho, tão pouco amor.

É, hoje é difícil. Tantas meias palavras da vida nessa narrativa de leitura horizontal muitas vezes confundida com romances russos (inspira, expira). A vida imita a arte nesta tragédia que é se ver sempre pelos próprios olhos. Das torres de marfim se canta com tanta empáfia o hino da bandeira embebida de humor amargo (prisão kafkiana de epíteto existência). Xinga-se a calça alheia de causas curtas. Veta-se com os punhos direção enquanto é, impetuosamente, empurrado por costas quentes. É covarde o suficiente para ouvir. O grito de socorro é sempre o mesmo.
O quadro psicológico é fundamentado por Rorschach no papel sujo de merda. Se quiser cura dos desejos infames, a vacina é em prece. Enquanto deus está morto e o homem não sabe tomar conta do legado, o secularismo é sequer posto em pauta. Filosofia chega a lugar algum.
Ao passo que a história não conta, o sorriso é desamor.

O futuro é uma criança a brincar num parque onde o presente é rei.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Metamorfose Contemporânea

O mundo envelhece, muda e tudo o que foi deixado para trás supura na dor latente da evolução. Verteria o tempo se soubesse do seu fim? O amor é anacrônico; vomitado pelos homens de fé em seus anseios lascivos. A ciência, hoje o saber influente, esgarça as teorias de outrora para saber da prerrogativa celular de quem compra. A cultura é reproduzida in vitro. A diversão é paradoxalmente tediosa, perdida nos históricos hedonistas. O escapismo é tão alienado quanto a rotina. Só o sangue arranca aplausos no coliseu digital. Os caminhões, os carros... a humanidade anda em lento círculo autodestrutivo, de almas escamoteadas pela revolução tecnológica (Behemoth?). Já podemos mentir por entre as pernas. Os heróis tornam-se estéreis pelos transgênicos da Monsanto. As carpideiras ganham milhões. O calendário oficial agora é o do ano fiscal. E do nada vamos sendo reis, contemplando o cinzento céu do domínio, parindo proles do bem dotado capital.

Eu vi deus tropeçar numa imensa sala escura onde tudo o que amaldiçoava se tornava maior que ele próprio.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Sono

 Life is not forever(yone)

O som do despertador, para mim, é sempre uma alusão a gemidos infernais. Odeio acordar cedo. O relógio grita a hora mais imprópria; a do atraso. Tudo é tão pouco perto do não visto. E será que verei, em meio as sovas do tempo que abre o olho roxo do destino, a vala comum dos nossos corpos mortais? Afinal do que somos feitos senão de sonhos finitos?
No caminho para o trabalho um homem brada dentro do transporte público que vê a multidão, mas se sente só. Ele ainda acrescenta que somos espécies sinantrópicas da nossa própria solidão.
O mesmo homem ao fitar o meu desgosto - estresse usual - me fuzila com seu dedo indicador e diz:
 - Enquanto você finge que me ouve, os cofres estão cheios de contradições, a educação não salva mais a alma do inquieto, os rombos fiscais são vistos inimigos maiores do desenvolvimento. Mas só te vejo aí, sentado. Julgo-te oco por vontade. Tu és mentecapto por comprazer. Um dia encontrarás a redenção da tua vida num tropeço de uma mesa de bar ou num beijo qualquer. Aí então, meu desalmado rapaz, tu estarás aqui em meu lugar.
E ele continua:
- Creias que eu seria o primeiro a defender a tua essência se eu pudesse vê-la. Foste plasmado por um deus carnavalesco e egoísta. Tu viste o pão folheado a ouro na apoteose? Tu vês as tuas mãos sujas ao pô-las na consciência enquanto esperas por súcubo - aqui uma livre interpretação - na noite, para te (t/d)omar a vontade? É, o amor deixou de salvar a vida, Neruda não faz mais sentido para você.
Conclui então o homem dando tapas em sua própria face:
- Acorda! É difícil. Vai ser foda. Mas vai ser! Pois eu sou também você, por quem os sinos dobram!
De mesmo modo me pego esbofeteando a cara, enquanto os sinos dobram, dobram... o despertador toca, toca... e eu não consigo acordar.

sábado, 2 de março de 2013

Dicotomia da fraternidade humana, seus ensinamentos sistemáticos e morosos.



Você acha pouco eu acho nada, fulano acha um tanto, sicrano acha raso, camila acha tosco, Wanize acha um saco. Carlos acha bonita e se casa, Vitor acha Feia e rechaça. Maria quer na vida o tijolo perfeito que preencha o seu amargo vazio sentimental, Alberto vive a vida curtindo os adocicados predicados da carne. Denise curte sexo descompromissado ao luar minguante tomando sangria, Marcílio é passivo e gosta de sexo anal. Beatriz se acha atriz e supera as expectativas da superficialidade artística dançando balé. Vilmar trabalha como ajudante de obras, demolindo casas, para que a cidade fique cada vez mais verticalizada.
O professor aplica aula por dinheiro, o aluno quer aula por cultura, Adélson quer ensino profissionalizante, Matias quer livros inquietantes. Josias pinta barcos de pesca e mora em um barraco, enquanto sua filha de 13 anos esta grávida pela quinta vez; Eva suspira os tons de cinza de baixo do chuveiro, degustando cada palavra, assim como Nelson Rodrigues degustara cada trago de seu cigarro.
Peixoto veio curtir mais um dia de carnaval, acompanhado de sua esposa e filhos. Alugou um apartamento em um balneário capixaba, deleitava-se na praia logo cedo. Jogava frescobol pela manha e futebol ao entardecer, depois de uma prosa metereológica, com o porteiro Tião. Mano Yamada, sempre cometendo os mesmos redundantes equívocos, e encontra mais um poste como aliado, para mais uma golfada. Foi uma noite, passou dos limites, com o sorriso largo e os copos cheios, mais uma droga, mais uma esbórnia, no entanto ele tirou férias da vida, ele pode. Você não há de negar, a vida que deixei é muito mais bela do que está por vir, não faz sentido, ninguém aprende nada, apenas o medo, nasce uma espinha na pálpebra da coragem, não mais orientada, só mais uma vida. Apenas curta encurtar essa vida. Odair José, soa fúnebre e datado. É a forma de amor pra quem quer apego meloso, sistematizando as tendencias, colidindo em torpes pensamentos brejeiros, translucidando paixões pela estampa da existência amorosa, constritiva e conflituosa. Hoje é a morte de mais alguns e a sobrevida cotidiana de outros tantos.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Além e novamente com a narrativa.


Preludium

Bem, chegamos a mais um final de ano: Muitas novidades e a todo vapor! Mantendo a velocidade só para não perder o costume de praticar nosso lépido e superficial passeio por cima do já tão sensível e desgastado gelo fino...

Todavia, não é de ficar perplexo presenciarmos, lermos ou nos debatermos com pensamentos tão afundados no mofo. Em 2012, dez anos depois, ainda em uma conversa versejada com um velho amigo, concluímos uma fatalidade após uma corroboração vista por nós uma década antes e que hoje em dia parece ser tão batida para o nosso pensamento.

Alene mot alle: O problema de ver o pós-moderno.

É, pode soar clichè, mas em uma época que ouvir samba não era "a sensação", muito menos ser um londrino tropical - cosmopolite - e tampouco estar além dos dois pólos narrativos - esquerda/direita -  já visualizávamos o óbvio. Sem essa de ser vanguarda,  sabíamos que a tal possuía o sabor e a sensação do passado. Mas isso não era o pior, o áspero era sentir o seu gostinho mordaz, indecifrável, silencioso, como todas as relações de poder que esse filhote de modernidade falha nos trouxe - sub-reptícias.

Não obstante era o nosso ódio.. Eu compreendo, caro moderno, como é preocupante utilizar essa palavra em tempos áureos de "gentileza, gera gentileza" condizendo com a cordialidade que está sendo elevada a seu maior nível de estupidez, para não dizer morbidez. Prejudicando identificar os problemas mais notórios das relações humanas, psicológicas (às vezes patológicas) - e suas piores mazelas.

Homem narrativo, o novo "Idiota".

Gostaria que o Dr. Fausto fosse o arquétipo do Idiota, porém, infelizmente, ele está longe de acontecer. Em meio a tantas narrativas em defesa dos nativos da terra brasilis e com tanto micro hitlers travestidos de indivíduos senis, preocupados e engajados, eu me declaro morto. Idiota, defensor da terra natal e dos costumes "certos", defendia uma narrativa muito clara que fora destruída por um martelo - muito bem conhecido pelos germânicos - e que deu início a uma série de novos pós - estruturalistas.

Ainda hoje, mais de um século depois, convivemos com a narrativa. Ela está aí, à sua volta, cercando-o, aprisionando-o, acusando-o, dividindo-o em nome da liberdade.

Pseudo ist Krieg.

Espero que no próximo ano sejamos mais pragmáticos - não é assim que a narrativa diz ser o ideal? - e nos convençamos ainda mais sobre a necessidade do Estado, de menos "indivíduo", de menos "identidade", de mais narrativas, de mais simulacrum, até que nos condense ao que a distópica literarura de um certo inglês faça-se realidade - apesar de extremamente narrativa e mofada.

Espero que em 2013 tenhamos mais mofo e lodo para remover do pensamento ocidental, para justificar o trabalho, autentificar a utilidade do Estado e assim comermos nossa ração através de um voto ou uma ação coletiva em prol de alguma causa - mesmo que no fundo seja apenas o capricho de cada um.

sábado, 6 de outubro de 2012

Sufrágio

O teu sorriso preso na garganta da paz

É chegada a hora e tens de decidir dentre as centenas. 501?
Porém existem dois, especificamente, que te saltam os olhos:
Um é um indivíduo mimético da vida comum - a preferência ecumênica - regido por uma hierarquia educacional, carregado de jóias e presentes - que ele trouxe de Paris numa viagem a negócios - prenhe de idéias fátuas. Um sujeito encômio para as mães, avós e sogras. O mais do mesmo em sua essência. Te promete o inimaginável a fim de granjear o teu voto.
O outro, neurastênico, famigerado por seu passado, de pretensões mais parcas, mas cheias de paixão pela mudança é o que mais condiz com os ideais que possuis. Ganha no corpo-a-corpo - isso tu sentes - nas retóricas; seus discursos inflamados são a assunção das células revolucionárias - todo coração - que te tomam ser humano. Todavia, julga-se menor que o outro por não possuir o capital necessário para investir em sua campanha de conquistar o teu voto e ser eleito.
Resilientes os dois, porém de opostas formas. Vêm para soçobrar tua calmaria, te fazer pensar sobre futuro, querer tender um lado da balança.
E a tua indecisão é um jogo político onde a tua história vai determinar quem escolherás. Por mais que suponhas que a escolha seja tua, nós já sabemos quem vencerá, não é mesmo, meu amor?

A memória eidética é o pior inimigo

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Fases(fezes) férteis


É simples. Acorde! encontre sua torrada pronta, seu suco preparado, seu cachorro vitaminado, sua mulher bem humorada, seu filho alimentado. Saía, encontre em seu trabalho um motivo pra seguir, mesmo que não realize, sinta, tente... isso tudo serve pra consumir; toda sua energia e objetos vazios. Volte, abra a geladeira, pegue uma cerveja, beba. Assista ao vídeo da mulher bêbada no facebook, ria. Solte palavras para esposa, solte peidos no sanitário. Dê boa noite para o seu filho encapetado, volte ao quarto; faça amor de 3 minutos, durma, durma profundamente, antes, sonhe com o feriado na casa dos sogros, posteriormente, ronque.
 

domingo, 19 de agosto de 2012

Ambivalência.


From the beginning.

Não há dúvidas que os impulsos que se originam dos mais tenros instintos nos levam à procura do prazer instantâneo, arrastando-nos ao desequilíbrio e à consumpção física e emocional.

No mesmo instante, a disputa por um lugar nesta prisão urbana e existencial, das couraças em danças, das ambições exageradas, dos anseios do sentimento e dos desejos perturbadores contribuem para que se instalem tormentos íntimos no ser humano, levando-o a distonias emocionais. 

Os compromissos em tempo mínimo, o tráfego de­sumano, o medo, a angústia, contribuem de for­ma preponderante para que o equilíbrio se desnorteie, dando surgimento a disfunções com ten­dências aterradoras. Sensacional? Pós-moderno? Não! Alarmante. Ainda possui dúvidas em relação ao alarme? Incrível.. Eu também! Várias.. Ainda assim, nos vejo de forma massificada, no volume perturbador que nos opri­me: descaracterizado-nos, perdendo a indi­vidualidade e tornando-nos títeres dos hábeis orientadores de conceitos, que também se equivocam e, sem rumo, estabelecem com­portamentos que interessam ao mercado das sensa­ções - ainda duvida dele?

A busca do prazer - no bom sentido - emula à luta, ao tempo em que desgasta a emoção, precipitando frustrações: Quando a resposta não é como queremos, a ansiedade vem à tona e a tortura, sua fatalidade.


A histeria, tão somente ela.

Soa como um bit - dependendo de sua arquitetura computacional (zero e um?) e da capacidade do seu processador - mas pelos privilégios da jornada e das peripécias das relações de poder, que proporci­ona destaque social, prestígio político, privilégios, cons­titui-se meta central do comportamento humano, como se a própria existência pudesse reduzir-se à transitori­edade...

Porém, na massificação, a fraqueza deve ser dissimulada: O que mais importa é a ausência de proposições, como se toda a vida pudesse ser avaliada pela levian­dade. O indivíduo psicologicamente desajustado sente fome de massificar-se. Porém, o êxito não é portador de magia, não há máscaras que consigam sustentar a dor, uma vez que o absurdo já esteja instalado e identificado.. Quanto mais apressar o passo, mais assustador o absurdo será.

Ainda assim, mesmo quando conseguir um estágio de fuga, verás o tédio, que sucederá à conquista, e se instalará, até que outra moti­vação forte levante o ânimo, que se lhe en­trega, vivenciando fases de comportamentos instáveis.  

A vitória daqueles que não vencem. 

Cremos, desvairadamente, que o êxito é quem mensura os valores através dos quais nos diferimos. Infelizmente, ele se encontra em qualquer tipo de busca, não somente econômica, mas também cultural, científica - Sieg Heil Academia -, social, artística, seja lá a área que for necessário o desem­penho e a manifestação de valores.

Por mais que insista em sua exaltação, decorrente dos fenômenos de fuga da timidez, do medo de ser desco­berto na sua realidade conflitiva, torna-se necessida­de emocional para destacar-se da massa: A triste noção de não ter valores éticos ou intelectuais, artísticos ou quaisquer outros que o diferenciem, chama para si, os conflitos disfarçados e exibe a tormentosa condição que o diferencia, po­rém, de maneira perturbadora. 

Por esta ótica, estamos todos juntos na fina camada do terror contemporâneo, marcados à ferro e fogo pelo símbolo da ausência: De si, de todos, de nós.  Esta guerra? Nós a perdemos. Estamos nos arrastando ine­xoravelmente à desidentificação, nos campos de concentração onde a única tortura é o self. 

Se há esperanças? - caso haja, me diga! - Mas, para nosso conforto, contrastando-me, posso lhes dizer

Participar da sociedade, não signi­fica perder-se, esvair-se, tornar-se invisível em meio ao coletivo, mas identi­ficar-se com as suas propostas, harmonizar-se com a mesma, sem deixar de ser a própria e única estrutura, ter seus ideais e ambições, seus esforços e talentos, pois a harmo­nia depende do equilíbrio das inúmeras partes que constituem o todo.

Fecho o desabafo como uma command line em blackquote que executo no console dos scripts que construo enquanto trabalho: </life>

quarta-feira, 25 de julho de 2012

25 de Julho


                                                  Feliz Dia do Escritor, seu sonha-dor!


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Barro, Costela e Pecado

Das histórias, eu só lembro do final.

[Porta se abre]

 Eu digo para ela:
- O problema sempre foi o início. As idéias embaralhadas na mente, prontas para escoarem, desaguarem o rio da melancolia na imensidão branca. O mar das letras por onde navegam tantas teses, hipóteses e antíteses; dúvidas. Certezas são tesouros latentes.
- Soubera da notícia de que García Marquez está sofrendo de demência e não mais escreverá? Nossos grandes escritores estão se esvaindo como água - tragam-me o mar desse horizonte - e os novos apenas sofrem a influência e com a fluência reproduzem, mas com qualidade inferior. Pois tudo já fora criado? As referências vão ficando apagadas e amarelas como velhos livros. E o nosso futuro vai parecendo cada vez mais com um papel em branco.
Mas ela nem quis me ouvir e fez logo do nosso quarto alcova para os olhos da noite, querendo, apenas, saber do rumo dos nossos dedos que beijam, umedecendo as vontades que só se acabam pondo fim ao mundo. E isso é demais para mim. Teu corpo é, cada quark, um feito da loucura, chama que queima a alma mais branda, nuvem carregada que não sai do céu e fica alí, se aprontando em miríades de formas que contorno com as mãos. Tua língua é viva estrela que aponta o meu nome. Te tocar é não querer me perder no espaço de cada pedaço e saber todos de cor - coração? E o sabor é de sina; o azedume do suor das nossas rotinas, temperado com o doce da volúpia. É castigo levado aos meus dentes preguiçosamente. Divido tanto o meu sorriso nesse instante que o tempo pára. Quem sabe é luz o que me orienta?
E ela se levanta da cama, se veste, caminha em direção à porta e me diz:
- Está aí a tua referência. Tchau!

[Porta se fecha]

O demente aqui sou eu.

Mosaico




E de repente, não mais que, tudo é drama. Como se qualqer outro gênero fosse menor. Pois em verdade vos digo "Gente, mas isso é tão cavernoso..." ou melhor, platônico. Sim, como o amor ou qualquer outro tipo estúpido de idealização.

Tá tudo bem, moça, eu só tô sangrando. Olha só o que eu te escrevi! Como se sente? De colagem em colagem, imagens em ação, forjo minha vida e obra, como um catador de feijão. Poesia cozida em tramas mal ajambradas. E aí?

É que vive o poeta de ajuntar pedaços de vidas (mal) passadas, ou mesmo natimortas, apostando sempre o que tem de melhor por um seu clichê: O coração. Infelizmente para nós, que antes de antenas somos é mais pobres mortais, não se pode ganhar todas...




Eu sei da sua fobia, vitorinha...







Quando apostava em ti, olhava as ruas pequenas em que as coisas pareciam bem mais palatáveis, com sombras de lugares tristes e os trastes que por vezes passou, padecia o tempo ao compasso a ânsia de ressurgir. Mesmo que os montes envolta queiram sempre surgir e sugar-te, vira-se e brinda, com os bares aplumados em sons pequenos e calados; que pena…a volta do mudo. Pelo fato de fazer parte deste aglomerado esquecido, fisicamente, sentia-te muito ilhado e puído.


Quando “cresceu”, detonado ficou, com poucas chances de vida, esta fumaça que formam os técnicos, os assistentes e os encarregados em produção, os construtores de metodologia lógica, esmerilhadores de placas férreas, humanomotores de contenção de gases e petróleos, mediadores de sucção compressora pneumática e servidores... perto disso, os pálidos pensam em citar o Chico, pra agradar e esbanjar diferença, enquanto toda totalidade forma modelo no mesmo curso.

E o senso de amar? 

Passou. 

sexta-feira, 16 de março de 2012

"Amigo", o descartável.




Clemente, outrora ausente, aquele que vê o que qualquer ser, o mesmo, te traz algum sabor, pouca cor. Médio rival, vem por meio do mesmo arranjo, arranjar brio, arranjar ludibriosos elogios.
Paralítica, limitando-se ao momento de um brinde; triste ternura, pouco pra ser doce ou amargo, inusitado, algo quem confia, palatável pras loucuras e luxurias por sempre conectada embriaguez, destaca-se pelo vento contra tédio, declina-se logo depois, acabará feito um maço de cigarro.
Pouco reluzente nos circuitos pontiagudos deste começo corrido, petrificado, rico em poucas palavras e doses homéricas de diversão, não vai te curar da depressão.
O mundo é retroceder, rever e reveja, faça o mais novo sujeito novo, como novo produto novo, mais um membro valioso, como um teto ou banco receptivo e sacro.
Pra ser jovem... mais um amigo novo, mais uma carta voa...

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Podcast Malandragem Inquieta (Piloto) - O Desbundamento

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Indie agora é samba




Sem sentido, alto alívio, gradativo, non sense libertino
criativo alpinista de buteco, dadaísmo utópico, caralhismo
esmo abismo, quase tudo umbigo, alveja alma
sem riscos, avatar do palpite, vendo TV maldito
abre esse disco cheio de rabisco, antigo, mais bonito é tim maia
na zilda, samba com barata faz meus dias que arrisco maconhismo.
Arisco, bunda mole convicto meio fictício, far-se-á obelisco.
Nada disso parece, és mais que isso.
 

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

SAÍDA PELA JANELA


O tempo esta passando, não finja, perceba-o consuma-o; pelado na calçada; bêbado cosmopolita, sempre livre com saídas fechadas. O velho verbeja a desaguá em mais um mar de falácias sendo escravo do tempo, topejaras vias mil te acho, te mato; eu sairei daqui, viverei consigo, comigo, perdendo aquele folego, sem janelas para oxigenar o paralelo, ache sua meta mas que merda, qual seria pra vida mediana ser digna no contrapasso de inventos, ao menos intensos, vívidos caminhos a te ligar, será?.
Reveja parâmetros de gloria seus alvos, dorme agora, enebriado melancólico, prédios, muros, escolas, faceboock, dinheiro, londres, hype, situacionistas, bukowski... ninguém o salvará.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Prisão Sem Muros


 Na casa assumida pela rotina virulenta do teu pensamento o criado-mudo é o que se destaca. Na solidez do teu silêncio, brada, ele, pelos logos engolidos por suas gavetas. Ironicamente, este é posto ao lado da cama, onde mais habita você que é, completo letargia. Como pó que o vento insiste em carregar, num bailado circular, na rarefação do que acha ser rota.
Os teus olhos se bastam em seguir as pessoas, lá fora, com suas maletas/muletas cheias de incertezas, ambições e papéis que tão muito deles, tão pouco fiéis. A brincadeira de ser deus já não cansa mais nem as pernas.
Periodicamente, na tua janela, procura teus muros; a sustentação desse universo insustentável. Passa a viver do mito, travestido maldito que se estende no escrito, com um medidor moralista nas mãos. Na linha do teu bem-estar, sublinhada, consoante aos teus gritos debaldes, entrelinhada à tua verdadeira essência vogal. Todas fagocitadas pelo mesmo criado, criado para ser mudo.
E o que rodeia gira e te faz água sem moinho para mover, faz querer sem desejar; aglutinado ao que todo o mundo já escreveu em tua carne, não te excitando nem a passar do limite que divide a rua do teu quintal.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

ADAPTAR

Tudo excede, fumaça, toxico, sua vida, gás, consumir, oferecer.. valer, valor, tudo é jogo.. valorizar, sodomizar, almejar, sentir raiva e medir palavras, livros pra você entender o game, revistas pra você aprender posturas bonitas de vida ... ser humano não é viver, ser humano é jogar, humano completa-se com seu esquema de mexer peças, se auto estimar, criar ícones, mais perto do presente, o sorriso do cavalo para comer suas peças; o bispo, parado, esperando sua chance de cruzar o monte, de ganhar seu dinheiro ou seu amor. Maneirismos, chavões inúteis, carmas sádicos não vão te salvar... no entanto, tudo em vias autorais, pois humano, mais que nunca, é jurar vencer; mesmo não sendo aquele o seu apego, visto que desanimar, rima com uma má jogada. Valorizar determina quem morrerá, manobrar e ser manobrado; ser humano ser estranho... vencerás?

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Entre a meta e a narrativa.


“Nothing is true, everything is permitted!”, dizem os caquéticos. Coexistindo com um forte apelo as sólidas estruturas, a glória, a verdade, ao próprio, a histeria da barbárie contra o cuidado de si, isto é, se houver audácia que assine o “si”, eis o beat provinciano, inclinado (ou rebaixado?) ao figurão londrino ou parisiense.

Se Deus está morto, então tudo anda, em uma fine couche, tudo é permitido. Do perecimento da crítica ideológica a krisis de todo diálogo mercadológico totalizado pelo simulacrum, eis a peça boêmia que foi empilhada (em fragmentos, claro) pela academia: Volátil à medíocre sedução pelo que é simplesmente narrativo, desapercebido pela metanarrativa, sedento pela identifição e (re)conhecimento.

Santificada seja a fabulação! Que transformou furtivamente os clérigos de outrora para os consumidores desta pobre e desértica geração.

Ahá! Mas como um bom pseudo, é sempre bom investir em dicas instantâneas e frases fabricadas, pois "a técnica também é fábula."