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domingo, 2 de junho de 2013

Da incompetência de versejar.

Vocês sabem, né?
O menino aqui é péssimo em versejar.
Palavras bonitas? Vish! Sem chances! Mas hoje eu resolvi tentar um "poeminha". Bem básico, bem amador, mas inquieto.

Meus comparsas das rodadas de copos, da nostalgia do grupinho e da camaradagem é que são experts , por isso, este post é uma homenagem a nós, a vocês e aos agregados. Na nua e fria "realidade da guerra" que é o calor do meu ser, o velho rabugento do "oito ou oitenta" que vocês sempre gostaram - ? incógnita seguida por um silêncio fúnebre instala-se no recinto - da companhia.


/(in)-competência/

verseja, sem capacidade

vá prolixo, guie-se pela vontade
sem regras, agora, só
não ligue, ora, expurga aí ó!
ameniza, aplaca, suaviza, 
chora, enxuga, tranquiliza.
sonhar, desistir, falar, falar, falar.
levantar.
catarse, análise, alegria
etapa, crítica, alergia.
deus do tempo, dai-me luz
para que a incompetência não faça jus
que o tempo passe, que o poeta não mate o literário
que vossa literatura não seja fajuta, de cárcere a presidiário
só você lê, só você entende
mas ainda assim, solte, não prende!

poesia pros de talento,
mas no vácuo da incerteza, da inconsciência, eu não agüento.

o fardo? pesado 
motivo pelo qual o sopro do meu vento leva algo prolongado

desnecessário à alma
afaga e acalma

simplifica, incompetência é não amar,
portanto, deixe o vento levar..



segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Além e novamente com a narrativa.


Preludium

Bem, chegamos a mais um final de ano: Muitas novidades e a todo vapor! Mantendo a velocidade só para não perder o costume de praticar nosso lépido e superficial passeio por cima do já tão sensível e desgastado gelo fino...

Todavia, não é de ficar perplexo presenciarmos, lermos ou nos debatermos com pensamentos tão afundados no mofo. Em 2012, dez anos depois, ainda em uma conversa versejada com um velho amigo, concluímos uma fatalidade após uma corroboração vista por nós uma década antes e que hoje em dia parece ser tão batida para o nosso pensamento.

Alene mot alle: O problema de ver o pós-moderno.

É, pode soar clichè, mas em uma época que ouvir samba não era "a sensação", muito menos ser um londrino tropical - cosmopolite - e tampouco estar além dos dois pólos narrativos - esquerda/direita -  já visualizávamos o óbvio. Sem essa de ser vanguarda,  sabíamos que a tal possuía o sabor e a sensação do passado. Mas isso não era o pior, o áspero era sentir o seu gostinho mordaz, indecifrável, silencioso, como todas as relações de poder que esse filhote de modernidade falha nos trouxe - sub-reptícias.

Não obstante era o nosso ódio.. Eu compreendo, caro moderno, como é preocupante utilizar essa palavra em tempos áureos de "gentileza, gera gentileza" condizendo com a cordialidade que está sendo elevada a seu maior nível de estupidez, para não dizer morbidez. Prejudicando identificar os problemas mais notórios das relações humanas, psicológicas (às vezes patológicas) - e suas piores mazelas.

Homem narrativo, o novo "Idiota".

Gostaria que o Dr. Fausto fosse o arquétipo do Idiota, porém, infelizmente, ele está longe de acontecer. Em meio a tantas narrativas em defesa dos nativos da terra brasilis e com tanto micro hitlers travestidos de indivíduos senis, preocupados e engajados, eu me declaro morto. Idiota, defensor da terra natal e dos costumes "certos", defendia uma narrativa muito clara que fora destruída por um martelo - muito bem conhecido pelos germânicos - e que deu início a uma série de novos pós - estruturalistas.

Ainda hoje, mais de um século depois, convivemos com a narrativa. Ela está aí, à sua volta, cercando-o, aprisionando-o, acusando-o, dividindo-o em nome da liberdade.

Pseudo ist Krieg.

Espero que no próximo ano sejamos mais pragmáticos - não é assim que a narrativa diz ser o ideal? - e nos convençamos ainda mais sobre a necessidade do Estado, de menos "indivíduo", de menos "identidade", de mais narrativas, de mais simulacrum, até que nos condense ao que a distópica literarura de um certo inglês faça-se realidade - apesar de extremamente narrativa e mofada.

Espero que em 2013 tenhamos mais mofo e lodo para remover do pensamento ocidental, para justificar o trabalho, autentificar a utilidade do Estado e assim comermos nossa ração através de um voto ou uma ação coletiva em prol de alguma causa - mesmo que no fundo seja apenas o capricho de cada um.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Retorno ao Eterno.


Norway

A Origem.

Angústia e raiva, resume-se essa explosão. A sensação de não estar ajustado, de ter raiva por que algo está bloqueando o seu caminho, algo que não deseja ou não quer fazer. Algo seu - onde o inferno sempre é o outro - ou dos outros? Como diria aquele francês que um dia defendera um grande monobloco narrativo e agora já extinto...

Suscitar o orgulho, dar espaço para a vaidade e, como o de costume, cair novamente no chão, pois não saber como lidar com a explosão o cega, afasta quem o ama - caso o amor não sofra do Mal de Cristo.

Nesse circuito, novamente, vem à tona os alcalóides- a fuga, os amigos descartáveis, giletes afiadas, sangue derramado. 

Vaidade, fuga, vaidade.

Não há nada mais pecaminoso do que esconder o choro, não encontrar sinônimos que deixe o texto mais belo e erudito: sentir-se abaixo do que já está abaixo. É sentir féu no prazer, é ver beleza na auto punição.

Cicatrizes, vergonha, vazio.

Outros ares, ora confusos, ora civilizados, com um clima frio - Norsk -, ruas pavimentadas.. Projeto de modernidade, como fora concebido naquele passado positivista. 

Uma década aguardando o gosto da vitória. Só você celebra. Objetivo alcançado, mas não satisfeito.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Espaço Youtube



 
 
Qualquer coincidência é, Merda, semelhança.

domingo, 19 de agosto de 2012

Ambivalência.


From the beginning.

Não há dúvidas que os impulsos que se originam dos mais tenros instintos nos levam à procura do prazer instantâneo, arrastando-nos ao desequilíbrio e à consumpção física e emocional.

No mesmo instante, a disputa por um lugar nesta prisão urbana e existencial, das couraças em danças, das ambições exageradas, dos anseios do sentimento e dos desejos perturbadores contribuem para que se instalem tormentos íntimos no ser humano, levando-o a distonias emocionais. 

Os compromissos em tempo mínimo, o tráfego de­sumano, o medo, a angústia, contribuem de for­ma preponderante para que o equilíbrio se desnorteie, dando surgimento a disfunções com ten­dências aterradoras. Sensacional? Pós-moderno? Não! Alarmante. Ainda possui dúvidas em relação ao alarme? Incrível.. Eu também! Várias.. Ainda assim, nos vejo de forma massificada, no volume perturbador que nos opri­me: descaracterizado-nos, perdendo a indi­vidualidade e tornando-nos títeres dos hábeis orientadores de conceitos, que também se equivocam e, sem rumo, estabelecem com­portamentos que interessam ao mercado das sensa­ções - ainda duvida dele?

A busca do prazer - no bom sentido - emula à luta, ao tempo em que desgasta a emoção, precipitando frustrações: Quando a resposta não é como queremos, a ansiedade vem à tona e a tortura, sua fatalidade.


A histeria, tão somente ela.

Soa como um bit - dependendo de sua arquitetura computacional (zero e um?) e da capacidade do seu processador - mas pelos privilégios da jornada e das peripécias das relações de poder, que proporci­ona destaque social, prestígio político, privilégios, cons­titui-se meta central do comportamento humano, como se a própria existência pudesse reduzir-se à transitori­edade...

Porém, na massificação, a fraqueza deve ser dissimulada: O que mais importa é a ausência de proposições, como se toda a vida pudesse ser avaliada pela levian­dade. O indivíduo psicologicamente desajustado sente fome de massificar-se. Porém, o êxito não é portador de magia, não há máscaras que consigam sustentar a dor, uma vez que o absurdo já esteja instalado e identificado.. Quanto mais apressar o passo, mais assustador o absurdo será.

Ainda assim, mesmo quando conseguir um estágio de fuga, verás o tédio, que sucederá à conquista, e se instalará, até que outra moti­vação forte levante o ânimo, que se lhe en­trega, vivenciando fases de comportamentos instáveis.  

A vitória daqueles que não vencem. 

Cremos, desvairadamente, que o êxito é quem mensura os valores através dos quais nos diferimos. Infelizmente, ele se encontra em qualquer tipo de busca, não somente econômica, mas também cultural, científica - Sieg Heil Academia -, social, artística, seja lá a área que for necessário o desem­penho e a manifestação de valores.

Por mais que insista em sua exaltação, decorrente dos fenômenos de fuga da timidez, do medo de ser desco­berto na sua realidade conflitiva, torna-se necessida­de emocional para destacar-se da massa: A triste noção de não ter valores éticos ou intelectuais, artísticos ou quaisquer outros que o diferenciem, chama para si, os conflitos disfarçados e exibe a tormentosa condição que o diferencia, po­rém, de maneira perturbadora. 

Por esta ótica, estamos todos juntos na fina camada do terror contemporâneo, marcados à ferro e fogo pelo símbolo da ausência: De si, de todos, de nós.  Esta guerra? Nós a perdemos. Estamos nos arrastando ine­xoravelmente à desidentificação, nos campos de concentração onde a única tortura é o self. 

Se há esperanças? - caso haja, me diga! - Mas, para nosso conforto, contrastando-me, posso lhes dizer

Participar da sociedade, não signi­fica perder-se, esvair-se, tornar-se invisível em meio ao coletivo, mas identi­ficar-se com as suas propostas, harmonizar-se com a mesma, sem deixar de ser a própria e única estrutura, ter seus ideais e ambições, seus esforços e talentos, pois a harmo­nia depende do equilíbrio das inúmeras partes que constituem o todo.

Fecho o desabafo como uma command line em blackquote que executo no console dos scripts que construo enquanto trabalho: </life>

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Reconstitui-se.


Roubando de si mesmo.

Ora, por que não roubar de si mesmo, então? Nesta última e possível sinfonia de modernidade: Plágio, ao invés da criação. Plágio de si mesmo, retorno eterno (vice-versa), correndo em volta do próprio corpo, ateando fogo contra a própria mente. Nessas conversações e guerrilhas consigo mesmo, poderíamos desalojar nossas falsas certezas?! Sim. Roube de si mesmo e investigue-as se puder, até cansar. Se não sustentar, caia! Até conhecer a dor de perto, pois somente quem caiu pode contar os infortúnios e os perigos a que se encontram expostos - O momento da queda.

Subvertendo.

Surge! Urge! Grita! Ao invés de buscar as formas puras expressas numa única idéia, atente-se para as miríades de detalhes da sensibilidade; ao invés de buscar contemplação ao sol, divirta-se com as inúmeras possibilidades do teatro de sombras no interior da caverna. Eis que a subversão toma-lhe a existência do alto, distância vertical da ironia que insiste essa absurda hierarquia, e apreende novamente em sua origem. A ironia eleva e subverte; o humor faz cair e perverte.

Observe que ela, pobre subversão, está de joelhos diante o cogito da mercadoria. Ela se sente pequena - já sabemos - e tão só diante de tantas outras potenciais alimentadas pela promoção comercial que se apropriou dos termos "conceito" e "criativo". Por fim, se ela chegar a morrer, pelo menos iremos rir. - O momento da análise.

Era uma vez...

Um criminoso que disse em um momento de grande transcendência contra a própria vida: Uma vida não contém nada mais do que virtuais. Disse ele que a vida é composta de virtualidades, acontecimentos, singularidades. Seria esta?

Criminoso este que modificou a forma de analisar o desejo, de pensar, de (pós)estruturar. Ainda acredito nesta verdade, neste legado, por mais platônico que possa aparentar (blé). Haverá um dia em que não irei destruir tudo de novo, eu sei.. Mesmo que martelando posteriormente pelo apêndice do erro irei avaliar o seu belo busto de bronze, contemplando a beleza em seu mais íntimo refúgio.

É tudo o que desejo. O caos reforma a ordem. - O momento da ressurreição.


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Regime.

After The Bombs.

Vida moderna, muito tempo sentado em frente ao seu um laptop ou pc.. Insaciável ansiedade.. Torna-se aberração em tão pouco tempo. Inaceitável, indesejado, o espelho é uma luta eterna.

Pra que tudo isso?

Você precisa emagrecer, já! Aliste-se já a essa causa e no final adquira um corpo perfeito.

Chega de te olharem com nojo, com asco. Você é mais, "You Can Do It".

(Aplausos)

(Pausa para o comercial):

Causa Mortis.

Todos perfeitos em uma sociedade magra e bonita, rumo a Asgard! Obtenha também o seu aplauso, seja observado e faça valer a sua existência. Seleção natural, pois é, pois é... Grande sábio positivista, persiste, mesmo após o Anjo da Morte.

Resultado? Você homogêneo, limpo, higiênico e aceitável, nunca saudável (Mentalmente então, nem me diga).

Agora, pense mais um pouco sobre a palavra "regime".

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Fragmento - A existência em episódios.

"Sustentável será o dia em que pudermos suportar nossa própria imagem refletida por completo."

Cogito Ergo Sum.

Multidões sem rostos?! Famigerada necessidade conflitante entre aquilo que criamos e o que vemos ao contornar o vazio. E no final? Tagarelamos para preencher com obstáculos aquele peito vazio que habita nossas vagarosas noites. Longas são essas noites... E como o de sempre, o desespero balbucia sobre as peças que a vida prega, à medida que nossas couraças esvaem-se entre nossos rostos que já se emudeceram. É irrefragável a miséria, não obstante a dissimulação...

Em disparada.

Veja e observe a sua carruagem em alta velocidade! Não hesite em observar sua própria pressa, atente-se aos corpos que padecem ao redor, durante o espetáculo de sigilosa competição a qual se acometeram: Eles não podem parar. O movimento é constante... Se cair, levante! Você tem que entrar nessa corrida! Seja visto, junte seus cacos para compor esta alma e acorde! Ela necessita de verdade, ela precisa ser vista, ofereça feeds de você mesmo, ora pois, e porque não oferecer?! Ainda não se convenceu? Mesmo depois de ter sido fuzilado no paredão da liberdade?! Ora, pequena força subjetiva... A era dos gigantes já caducou, somos todos fragmentos.

Liberté? Follow the provincial beat :)

Ops! Disse algo a liberdade? Com todo esse frenesi, não deve ter tido tempo de se explicar. Até onde sei, ela está sendo permanentemente desmontada, sem perspectiva de permanência. Portanto, vamos permanecer em movimento?! E assim por anos, ser nossa catequese, seguindo o evangelho da identidade perfeita, o paraíso do vazio (dis)funcional.

Embora não tenhamos encontrado o paraíso, temos esta projeção, a propaganda que seduz como nunca visto. Escandalosa pela emancipação e desregulamentação, é digna de orações, para que em um de seus bruscos e parciais movimentos seja encontrada a identidade.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

NIRVANA


Foda-se a alma, foda-se tudo, foda-se o que você pensa, foda-se o que você come, foda-se o que você quer, foda-se o que compra, foda-se o que diz, foda-se o coração, foda-se a gratidão, foda-se a honra, foda-se consideração, foda-se a vida, foda-se seu deus, foda-se o sangue, foda-se história, foda-se compaixão, foda-se união, foda-se rejeição, foda-se peixe, foda-se gado, foda-se raiva, foda-se amor, foda-se sorte, foda-se coisa fofa, foda-se Paulo Coelho, foda-se vestir, foda-se dinheiro, foda-se essa cidade, foda-se essas pessoas, foda-se o céu, foda-se o inferno, foda-se atitude, foda-se ser, foda-se ouvir, foda-se existir, foda-se morrer, foda-se isso aqui....

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Entre a meta e a narrativa.


“Nothing is true, everything is permitted!”, dizem os caquéticos. Coexistindo com um forte apelo as sólidas estruturas, a glória, a verdade, ao próprio, a histeria da barbárie contra o cuidado de si, isto é, se houver audácia que assine o “si”, eis o beat provinciano, inclinado (ou rebaixado?) ao figurão londrino ou parisiense.

Se Deus está morto, então tudo anda, em uma fine couche, tudo é permitido. Do perecimento da crítica ideológica a krisis de todo diálogo mercadológico totalizado pelo simulacrum, eis a peça boêmia que foi empilhada (em fragmentos, claro) pela academia: Volátil à medíocre sedução pelo que é simplesmente narrativo, desapercebido pela metanarrativa, sedento pela identifição e (re)conhecimento.

Santificada seja a fabulação! Que transformou furtivamente os clérigos de outrora para os consumidores desta pobre e desértica geração.

Ahá! Mas como um bom pseudo, é sempre bom investir em dicas instantâneas e frases fabricadas, pois "a técnica também é fábula."