Mostrando postagens com marcador essa juventude..... Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador essa juventude..... Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Assim Caminha A Humanidade?


Clique na imagem para ampliar
Melhor visualização da imagem? Clique aqui


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Inanição e exaltações





Por todos os lados as hordas avançam. Sede de justiça; fome de pão; azia de acalanto e os olhos baços de esperança ou outra droga qualquer. Muita vez enchendo – se de razão, tomam moinhos de vento qual Bastilhas fossem. Há mesmo Esaús e Jacós a degladiar por uma mesma razão, brigando por dizer diferente o mesmo pesar que há tanto entala suas gargantas. E chovem pedras, num céu cinzento de mármore a recobrir o Sol da liberdade e seus raios fúgidos.



                                             *  *  *

Uma guerra civil traz, ironicamente, a imediata morte da civilidade. E somos todos órfãos de pais que punam, buscamos inconsciente razão para que nos parem. Por que tudo nos é dado a mão beijada? Merecemos um não, merecemos barreiras. Proibido proibir... Ahmm tá... Liberdade pra se estar preso a velhas formas do pensar, romântica glamourização de ter saudade de tudo que eu não vi ou vivi. Queremos mais que o direito de ir e vir  - buscamos o direito a que nos levem no colo. E muita vez não vemos, por mirar só o passado, que ainda somos o país do futuro. Ainda filhos de uma revolução líquida e difusora de readymades e autocorreções. Tudo tão acético! Errar ? Jamais! Para aprender, basta ser ler o coleguinha, escolher seu modelo e a carapuça vestir. Não, você não é o Cara. Não, você não é melhor que ninguém. E não, você não é um floquinho de neve especial, senão mais um peão na massa, a quem não se dá o direito de pensar (ou não), de ser, de não se encaixar. Escolha sua bandeira, desfralde e vista.

                                                                  

 *  *  *

“Apatia” é uma palavra quase tão bonita quanto “melancolia”. Mas bem menos confortável. Sentimentos são rotulados como tudo o mais, e assim é só buscar na rua a prateleira mais próxima e bradar aos quatro cantos: “Estou livre! Sinto!”. Nunca antes na história desse planeta fomos tão dependentes do outro, em especial de sua aprovação. Esse texto mesmo, jamais deveria sair da gaveta. São minhas palavras, minhas! Meu pensar e meu sentir. Deveria engolir essas palavras e digeri – las como achasse conveniente, e você também. E certamente não seria a primeira pessoa.

  
   *  *  *
                                           

Talvez eu seja pré – história. Talvez só precise de um regaço quente ou de orientação, alguém além de eu mesmo para ouvir chiar meu peito rouco. Talvez você me seja suficiente. Sem talvez, eu sei, nunca serei autossuficiente. Um mundo tão cheio de dúvidas que resta apenas uma certeza: Devemos ser infalíveis, ainda que no erro. E que errando, aprendamos a fazer diferente, e diferença. Aprender a caminhar ao tropeçar nos próprios sonhos, ideais que nos guiam pela noite escura. Só pra na sequência levantar e caminhar mais firme e convicto. Como nossos pais. 


segunda-feira, 1 de abril de 2013

A novela do malandro - Cap. 2





Em 1910, com sua libido em alta, o contraditório menino não se sentia tao jovem assim, ao contrário do que a ereção perene predizia. Fredo era unilateralmente convicto de suas decisões, funções e desvios.
Passado anos, o mesmo dizia ser filho de humildes fazendeiros, moradores de Iraruana, cidade pacata, vizinha de Sta barbara, aquela bela cidade, que os moradores faziam compras em mercados precários, com bosta de cavalo por toda parte. O perto de lá, era a distancia daqui. Em Sta. Barbara, Fredo morou anos com sua avó, mulher sorrateira nas perguntas certeiras, a complexidade das palavras de dona Tildes, deixará fredo mais esperto e atento com a literatura brejeira que estava por vir.
Passado algum tempo, Fredo não sossega em Sta barbara, se muda da cidade, ele quer cair, ele quer ser, ele quer se levantar.

Quando desembarca na cidade com diminutivo carinhoso, Fredo resolve realizar um sonho do pai, formar-se na universidade. O pai, austero e tecnicista, resolveu deixar seus sonhos de lado, preferiu ser o provedor padrão, alienado e católico. Fredo, com a alcunha dos ébrios e esquiadores de plantão, forma-se com louvor... e em pouco tempo, tornasse um dos maiores alcoólatras desta ilha.

Continua...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Olá coxas de bela donzela! (ou monólogo poético de um último romântico)






  Olá belas coxas de jovem donzela! Nossa! Há quanto tempo! Como vocês cresceram! Tão durinhas, pero sin perder la ternura... Por onde andaram? Onde estiveram vocês, então tão branquinhas, que hoje  me aparecem tão moreninhas e queimadas de Sol! 

  Vocês tão roliças, sempre tão doces, mesmo quando salgadinhas dos calores vespertinos que escorrem sem pressa... Coxas nuas, tão carentes dos carinhos meus, tão vistosas e muito cobiçosas. Coxas de luxúria, Blancos muslos de ayer que palpitações profanas me trazem na circulação. 

 Há tempos não via suas graças rotundas e, quando cantos noturnos lhes rendo, são esses de core. Lembrança apenas de meus dedos passeando onde nenhum homem jamais ousara (e onde eu mesmo não alcancei ainda na minha triste e hirsuta vigília).   Mas eis que me dão as costas em fingido sinal de desprezo. Oh, Lindas coxas!

  Que passa convosco? Porque tão concisas, fechadas, ora? Sejam mais maleáveis, por piedade. Ou antes não. Continuem assim, moreninhas e carnudas, firmes de tudo que sigo de tudo um seu asceta, ainda que de mim andem tão longe. Continuo esperando vossa volta, ansioso e obstinado, as espero em pé. É. Pensando melhor, espero sentado. 




quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Jovem incoerente





Por trás desta espera, não observo, sempre se desfaz neste esteio regresso, a palavra doce eivada em dilema, em ser o astuto, em obter o previsto. Quando o tempo estica os prefácios, o terreno desatina-se em erosão, aquecendo as palavras em berço oco.

Hoje, é mais um tempo, viciado dilema, quando parecia seguir, eis que apresenta-se pobre novamente, quando ha(via) estreitada juventude, angústia o deixara perdido novamente.
Sucesso quando jovem. Perdido como um velho.

Passado o sucesso prévio, me vem a mente uma mística anti-horária, perfazendo os sintomas de envelhecimento ativo, com membranas intuitivas, revestidas por barro e pavês de papel.

E esses caras que vocês enxergam grisalhos, não fazem parte desse arado fértil, independente disso... são elos andrógenos de um mesmo pires, escorregando mais algumas vezes.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Eu sei da sua fobia, vitorinha...







Quando apostava em ti, olhava as ruas pequenas em que as coisas pareciam bem mais palatáveis, com sombras de lugares tristes e os trastes que por vezes passou, padecia o tempo ao compasso a ânsia de ressurgir. Mesmo que os montes envolta queiram sempre surgir e sugar-te, vira-se e brinda, com os bares aplumados em sons pequenos e calados; que pena…a volta do mudo. Pelo fato de fazer parte deste aglomerado esquecido, fisicamente, sentia-te muito ilhado e puído.


Quando “cresceu”, detonado ficou, com poucas chances de vida, esta fumaça que formam os técnicos, os assistentes e os encarregados em produção, os construtores de metodologia lógica, esmerilhadores de placas férreas, humanomotores de contenção de gases e petróleos, mediadores de sucção compressora pneumática e servidores... perto disso, os pálidos pensam em citar o Chico, pra agradar e esbanjar diferença, enquanto toda totalidade forma modelo no mesmo curso.

E o senso de amar? 

Passou. 

domingo, 18 de dezembro de 2011

Hospício

De tudo que é vida e são, somos nós os donos da loucura?

O que é isso que vejo refletido no que a luz projeta para mim senão a sombra de algo que sobressai, atrai como ímã, vigora por todos os espaços e canta maldito por todo este ser?
O que é que me faz escopo de uma soma de covas rasas? Que me lambe a face fria de olhar distante? O que é?
O curso d'água é imprevisível - insípida, mas tem olor, corrompe e alivía a sede como nenhuma outra coisa - e o barquinho de papel - essa nossa frágil certeza - não tem direção.
Acho que isso vem um pouco do moço instante que pari sempre o inesperado e se aproveita da força que têm estes preceitos impolidos, para se ver no altar, batizado, pela mesma água.
Que lei da atração é essa, incoerente, de barbas de molho para o que lhe é intento?
Vem tudo por culpa, por medo? Ou pelo simples fato da vinda?
Parece até brincadeira. Uma peça de mal gosto que aviva o sonho aflitivo de ser eterno ecrã da vida perspicaz. Quando o doido é a comicidade.
Mas vou indo e vindo, no vário da insanidade que sempre arruma um jeito de seduzir.
Pelo simples motivo de ser simples, danço no salão lotado por meus fantasmas, me sentindo seguro por reconhecer aquilo como real.
De rompantes em rompantes me moldo e me vejo louco também. Viajo léguas, em busca de encontrar novamente, para logo depois se ver livre desta loucura. E começar tudo outra vez.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Mais direto




Ontem perambulei pelo mundo cristal grafitti, cercado por boates vitrines, entrecostado por estranhas condições existenciais, no centro da mazela existia um samba, chamado regional, no entanto, cercado por uma região de sinergia superficial, diga-se nobre, cuja a repetição genética em massa encontrada, faria qualquer Aldous Huxley gozar. Todo aquele povo, saindo das casas com som, realizados pelo visto social escalafobético, pareceu um tanto quanto fascista, como de costume.
O coração do evento era formado por uma roda de samba, cercado por membros do coletivo  "indie agora é samba", anti-mofo e jovens libertinos com um pouco ou muito mais potencial, entretanto perdidos; sem destino.
Eu e meu amigo pensamos sobre o contraste que saltara aos nossos olhos, vários exemplares de vida a viver, comprovaram nossa teoria; como é difícil ser humano em vitórinha.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Indie agora é samba




Sem sentido, alto alívio, gradativo, non sense libertino
criativo alpinista de buteco, dadaísmo utópico, caralhismo
esmo abismo, quase tudo umbigo, alveja alma
sem riscos, avatar do palpite, vendo TV maldito
abre esse disco cheio de rabisco, antigo, mais bonito é tim maia
na zilda, samba com barata faz meus dias que arrisco maconhismo.
Arisco, bunda mole convicto meio fictício, far-se-á obelisco.
Nada disso parece, és mais que isso.