É simples. Acorde!
encontre sua torrada pronta, seu suco preparado, seu cachorro
vitaminado, sua mulher bem humorada, seu filho alimentado. Saía,
encontre em seu trabalho um motivo pra seguir, mesmo que não
realize, sinta, tente... isso tudo serve pra consumir; toda sua energia e objetos vazios. Volte, abra a
geladeira, pegue uma cerveja, beba. Assista ao vídeo da mulher
bêbada no facebook, ria. Solte palavras para esposa, solte peidos no
sanitário. Dê boa noite para o seu filho encapetado, volte ao
quarto; faça amor de 3 minutos, durma, durma profundamente, antes,
sonhe com o feriado na casa dos sogros, posteriormente, ronque.
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terça-feira, 28 de agosto de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Desvio
Como uma droga, não se
sabe o motivo, apenas desliga-se, apenas permite ser assim, que seja.
É um fecho, um ciclo, aguça-se em motivação pouco racional, nada racional, pois emociona.
Como um mito, estado
psicológico aberto, mesclado em experiência nata, alerta.
Intrínseco, é
descuido perdido, atrás de outros gostos, outras vidas.
Mesmo intra, ora mudo,
quando desnudo, ativo e parado.
Perfeito em mim,
imperfeito em você.
Fadiga acaba.
Cuido.
eu.
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domingo, 26 de agosto de 2012
Chuva
Ecce Homo e piegas metáforas sobre a restauração do amor
Queria eu que a torrente dominical, em toda a sua representação gênese - essa brisa anímica que me bate - lavasse não só a semana que passou, com todos os seus pesos e rastros; mas também a tua insegurança que vela sobre o cadáver da nossa conclusão.
Se por um triz fomos, sem querer, tamanhos, perante o medo dos abismos medidos com os beijos de tantas ilusões, por que não acordar sobre uma corda bamba, enquanto a tormenta passa chamando tua vida pelo nome?
Se eu pudesse adjetivar, em um só predicado definir-te: Vontade seria. Pois isso tens pulsando nas artérias de um coração contumaz. Isso é o que me faz desejar não por singelas vias, mas por, quiçá, talentos latentes, pintar afrescos renascentistas representando a tua beleza; produzir concertos, nos moldes de Pachelbel ou óperas como Puccini - leigamente julgo-os referências - patenteando o meu anseio por ti; 'pelicular' cinematograficamente, com orações a Godard e Truffaut, as intempéries da nossa história.
Ao passo que nunca serei, mas sempre estarei sendo, faço jus ao meu relapso senso de direção e pelas veredas da tua incompletude me guio sem foco, olhando tanto para trás, me mantendo aos tropeços nas linhas tênues do teu querer, açodado, pelas poças que se formam do que mana da tua libido, arrebatado pelo que tua boca sopra para suster a minha memória fugaz.
Por tudo o pronome possessivo impera pelo ar, cordas vocais, língua. Vai tanto de encontro a realidade que é real agora eu me encontrar tão teu.
E que sobre esse céu cinza.
Sinapses
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Queria eu que a torrente dominical, em toda a sua representação gênese - essa brisa anímica que me bate - lavasse não só a semana que passou, com todos os seus pesos e rastros; mas também a tua insegurança que vela sobre o cadáver da nossa conclusão.
Se por um triz fomos, sem querer, tamanhos, perante o medo dos abismos medidos com os beijos de tantas ilusões, por que não acordar sobre uma corda bamba, enquanto a tormenta passa chamando tua vida pelo nome?
Se eu pudesse adjetivar, em um só predicado definir-te: Vontade seria. Pois isso tens pulsando nas artérias de um coração contumaz. Isso é o que me faz desejar não por singelas vias, mas por, quiçá, talentos latentes, pintar afrescos renascentistas representando a tua beleza; produzir concertos, nos moldes de Pachelbel ou óperas como Puccini - leigamente julgo-os referências - patenteando o meu anseio por ti; 'pelicular' cinematograficamente, com orações a Godard e Truffaut, as intempéries da nossa história.
Ao passo que nunca serei, mas sempre estarei sendo, faço jus ao meu relapso senso de direção e pelas veredas da tua incompletude me guio sem foco, olhando tanto para trás, me mantendo aos tropeços nas linhas tênues do teu querer, açodado, pelas poças que se formam do que mana da tua libido, arrebatado pelo que tua boca sopra para suster a minha memória fugaz.
Por tudo o pronome possessivo impera pelo ar, cordas vocais, língua. Vai tanto de encontro a realidade que é real agora eu me encontrar tão teu.
E que sobre esse céu cinza.
Sinapses
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Vênus
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Quase meio tempo, este é o nosso tempo.
Semear, plantar,
erguer, concretizar, situar.. palavras eleitas em território firme.
Sobre essas palavras a cor de quem não distingue a paz, diversão e conforto;
pois gostar deste alguém merece uma pausa, é só pensar, no palato
duro que é, neste céu, dessa boca. Eis que de todo modo não expões
teu apego, resta o medo, o tormento elementar neste arranjo do tempo.
O movimento
transitório, particularmente desenvolvido por esta ponta caída,
pétala, é a flor de um momento rarefeito, transitório, calculado
por minutos, os últimos.
Esse falatório no ar,
é a atmosfera piando pra ser feliz, ser completo enquadrando beleza,
dizendo que tenho apreço, que realmente gostas de brincar com olhar
e então, não se perde de vista, realiza esta fábula e cumpra sua
oferta. É o homem, estragado por poéticas paródias de botequim,
reinventando lamurias, desejos e partidas sem fim. Desta feita,
Acácio, mais uma criança inocente, adentrando nesta arte, sem
perceber que vai se perder em lambuzar-se neste tumulto pontual, no
entanto, enfrente, segue alvissareiro, em mesmo rumo, desde a última
década, moderno e arcaico.
Aquários dizem:
- Não se resolve
dialogando... apenas acontece.
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Tô velho tô velho
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Mobral
Slot gosta chocolate
Se um dia eu deixar de te escrever, por favor não veja nisso um abrutalhamento. Nem tão pouco um analfabetismo repentino, sumiço súbito com todas as letras.Mudar é quase isso de chamar um nome no qual se pensou mas acabar por se ecoar num outro.
* * *
Estranho mesmo é fingir que se ignora algo. É penoso por demais, e ademais completamente estéril.
Minha atenção repousa somente no que toca o canto de meu olho - embora não me lembre ao certo onde tenha visto isso. Você deve se lembrar como é péssima a minha memória e grande o meu talento em complicar o óbvio. Como um bom menino que não pode prestar atenção; não sabe se comportar.
* * *
Se um dia, amada, deixar de te escrever é por pura e simples impossibilidade a te berrar "Não posso mais! Não posso mais!" uma vez esgotado o mundo que trago no peito, ou seja, quando me pare o latejar de espasmos que é meu coração (involuntário filtro, imprevisível bomba) aí que sim me calarei. E nem um minuto antes.
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domingo, 19 de agosto de 2012
Ambivalência.
From the beginning.
Não há dúvidas que os impulsos que se originam dos mais tenros instintos nos levam à procura do prazer instantâneo, arrastando-nos ao desequilíbrio e à consumpção física e emocional.
No mesmo instante, a disputa por um lugar nesta prisão urbana e existencial, das couraças em danças, das ambições exageradas, dos anseios do sentimento e dos desejos perturbadores contribuem para que se instalem tormentos íntimos no ser humano, levando-o a distonias emocionais.
Os compromissos em tempo mínimo, o tráfego desumano, o medo, a angústia, contribuem de forma preponderante para que o equilíbrio se desnorteie, dando surgimento a disfunções com tendências aterradoras. Sensacional? Pós-moderno? Não! Alarmante. Ainda possui dúvidas em relação ao alarme? Incrível.. Eu também! Várias.. Ainda assim, nos vejo de forma massificada, no volume perturbador que nos oprime: descaracterizado-nos, perdendo a individualidade e tornando-nos títeres dos hábeis orientadores de conceitos, que também se equivocam e, sem rumo, estabelecem comportamentos que interessam ao mercado das sensações - ainda duvida dele?
A busca do prazer - no bom sentido - emula à luta, ao tempo em que desgasta a emoção, precipitando frustrações: Quando a resposta não é como queremos, a ansiedade vem à tona e a tortura, sua fatalidade.
A histeria, tão somente ela.
Soa como um bit - dependendo de sua arquitetura computacional (zero e um?) e da capacidade do seu processador - mas pelos privilégios da jornada e das peripécias das relações de poder, que proporciona destaque social, prestígio político, privilégios, constitui-se meta central do comportamento humano, como se a própria existência pudesse reduzir-se à transitoriedade...
Porém, na massificação, a fraqueza deve ser dissimulada: O que mais importa é a ausência de proposições, como se toda a vida pudesse ser avaliada pela leviandade. O indivíduo psicologicamente desajustado sente fome de massificar-se. Porém, o êxito não é portador de magia, não há máscaras que consigam sustentar a dor, uma vez que o absurdo já esteja instalado e identificado.. Quanto mais apressar o passo, mais assustador o absurdo será.
Ainda assim, mesmo quando conseguir um estágio de fuga, verás o tédio, que sucederá à conquista, e se instalará, até que outra motivação forte levante o ânimo, que se lhe entrega, vivenciando fases de comportamentos instáveis.
A vitória daqueles que não vencem.
Cremos, desvairadamente, que o êxito é quem mensura os valores através dos
quais nos diferimos. Infelizmente, ele se encontra em qualquer tipo de busca, não
somente econômica, mas também cultural, científica - Sieg Heil Academia -, social, artística, seja lá a área que for necessário o desempenho e a manifestação de
valores.
Por mais que insista em sua exaltação, decorrente dos fenômenos de fuga da timidez, do medo de ser descoberto na sua realidade conflitiva, torna-se necessidade emocional para destacar-se da massa: A triste noção de não ter valores éticos ou intelectuais, artísticos ou quaisquer outros que o diferenciem, chama para si, os conflitos disfarçados e exibe a tormentosa condição que o diferencia, porém, de maneira perturbadora.
Por esta ótica, estamos todos juntos na fina camada do terror contemporâneo, marcados à ferro e fogo pelo símbolo da ausência: De si, de todos, de nós. Esta guerra? Nós a perdemos. Estamos nos arrastando inexoravelmente à desidentificação, nos campos de concentração onde a única tortura é o self.
Se há esperanças? - caso haja, me diga! - Mas, para nosso conforto, contrastando-me, posso lhes dizer:
Participar da sociedade, não significa perder-se, esvair-se, tornar-se invisível em meio ao coletivo, mas identificar-se com as suas propostas, harmonizar-se com a mesma, sem deixar de ser a própria e única estrutura, ter seus ideais e ambições, seus esforços e talentos, pois a harmonia depende do equilíbrio das inúmeras partes que constituem o todo.
Fecho o desabafo como uma command line em blackquote que executo no console dos scripts que construo enquanto trabalho: </life>
Por mais que insista em sua exaltação, decorrente dos fenômenos de fuga da timidez, do medo de ser descoberto na sua realidade conflitiva, torna-se necessidade emocional para destacar-se da massa: A triste noção de não ter valores éticos ou intelectuais, artísticos ou quaisquer outros que o diferenciem, chama para si, os conflitos disfarçados e exibe a tormentosa condição que o diferencia, porém, de maneira perturbadora.
Por esta ótica, estamos todos juntos na fina camada do terror contemporâneo, marcados à ferro e fogo pelo símbolo da ausência: De si, de todos, de nós. Esta guerra? Nós a perdemos. Estamos nos arrastando inexoravelmente à desidentificação, nos campos de concentração onde a única tortura é o self.
Se há esperanças? - caso haja, me diga! - Mas, para nosso conforto, contrastando-me, posso lhes dizer:
Participar da sociedade, não significa perder-se, esvair-se, tornar-se invisível em meio ao coletivo, mas identificar-se com as suas propostas, harmonizar-se com a mesma, sem deixar de ser a própria e única estrutura, ter seus ideais e ambições, seus esforços e talentos, pois a harmonia depende do equilíbrio das inúmeras partes que constituem o todo.
Fecho o desabafo como uma command line em blackquote que executo no console dos scripts que construo enquanto trabalho: </life>
Alfa amar, Alfa ao mar
O contratempo
rasteiro, torna o sujeito suspeito, meditabundo, destemperado... aos
olhos da vida persegue um alvo, sabedor que este, há muito, informa
caminhos errados, privados momentos de acertos, sem recalque. Sem
anseio ele vibra, sem tirar o pé do limite desta bacia.
O mesmo, retorna ao
ventre maternal, curioso esquema retrátil de alma e poder, dentre
vários guias, não tende escolher o melhor. Não sabe. Na outra
face, vejo esquema que é mantido; acomodado, perdido. Destituído da
menção jocosa de macho, diferente do machista, aquele é um instinto
perdido. Mostra-se aberto e sensível, frágil menino, com afagos e
mimos; artístico e criativo. Mecanicamente inativo.
O conclusão é tortuosa,
o estrago é a incoerência, o vestígio do tempo preso neste engodo, é
trato de uma fase, uma maneira nova de continuar, vivendo e
estabelecendo segmentos desta geração que não passa a encarar, pois é certo em
hesitar e amar.
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quinta-feira, 16 de agosto de 2012
As Trepadas Que o Mundo Dá
Não saiais por fim dos sonhos tantos quando a boca gela ao beijo desconhecido
Sim, o mundo literalmente dá voltas. A teoria do caos em sua definição circular. Inaudita a palavra de quem o viveu e sabe, por seu instante, os louros que abarca. Toma pelos olhos secos as proporções do horizonte.
Por psiquê, não se reconheça por tuas façanhas, mas sim por teus pecados! Segure essa mão esquálida rente a consciência e entrelace os dedos pela garantia da incerteza. Sim, pois o que move a exatidão é o medo do fracasso. O que move o teu amor é, simplesmente, não tê-lo.
Quem dera visão ao fulgor dessa beleza? Não te cabe o que brilha na eterna excelência do querer?
A língua é melíflua, veneno afrodisíaco que entupiu coração crente. Canhestra a forma que a volúpia contorna. No vário se vê metamorfose, a pele é metáfora do dia em cordata com a noite. É cria da própria diferença - e assim vai sendo. É pauta a qualquer melodia. É dívida paga a qualquer sorte.
E assim, sob a tutela de um abajur amarelo, percola tudo o que já se vira antes; parece a sombra não querer perder o contato, parece a luz querer saber do que acontece por alí, enquanto a carne faz a sua festa cega de desejo.
E o mundo dá voltas, mas já dera tantas que isso parece ser só vertigem.
Pretirais em virtude de teus lençóis amarrotados
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Ave rubra
Voa, avae, aberta no ar
De penas vermelhas
Rubras de teu sangue
Um rubor sem vergonha
Cor de sangue e cinza
Tua filosofia de vida é vaga
Pra um mundo tão torpe
Um mar de gente egoísta
Cercado de narcisistas
Mundo de agoras, onde o tempo...
Ah, que é o tempo?
Seja lá como for, não és escrava
És senhora, Dona. Ave que trina
Os olhos fechados, pra ir mais fundo, voa!
Voa, ave, avessa ao não
Pássaro sem futuro, voa!
Voa, que teu tempo é sempre.
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sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Soneto de vagar pelas veredas
O caminho simples
É um caminho só
Onde vai devêz
O que segue o Sol
Verde ainda, muito
Anda o pisador
Vagueando junto
Gozo, sangue e dor
Por veredas passo
Desatento ao todo
Respeitando Nada
Vou de encontro ao tempo
Gasto, o quanto posso
Ao sabor da Vaga
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